Byron é um Pastor de Shetland de 12 anos de idade e está conosco desde que completou 45 dias; ágil, elegante, alegre, gentil e extremamente obediente, ele é a personificação de um Lord e conquista o coração de todos que o conhecem. Embora tenha sido um cão muito saudável, ele nasceu com a primeira vértebra da cauda fundida, fato que só descobri muito mais tarde, quando ele começou a apresentar uma leve claudicação na pata esquerda dianteira. Com o avançar da idade, esse problema se agravou e também causou danos à coluna, pois ele joga todo o peso do corpo para as patas dianteiras. Desde os 8 anos, quando sofreu uma crise inflamatória, ele passou a ser tratado com sessões regulares de acupuntura, com bons resultados iniciais.

Contudo, há cerca de 2 anos, sua resposta à acupuntura começou a reduzir, o alívio parecia durar cada vez menos e ele praticamente não utilizava sua pata esquerda dianteira; para piorar, as patas traseiras também começaram a apresentar sinais de deterioração e o esforço excessivo contribuiu para acelerar um quadro de artrite/artrose. Para meu desespero, pouco depois ele foi diagnosticado com um problema na válvula cardíaca e alterações iniciais de insuficiência renal, passando por um período de intenso estresse e seu vigor físico decaiu significativamente.

Consultei diferentes veterinários, tentei alguns medicamentos e pesquisei muito, mas não conseguia encontrar uma solução viável para que meu pequeno tivesse a velhice tranquila que ele tanto merece.

Estava completamente desolada quando vi uma referência ao trabalho de massoterapia canina desenvolvido por Themis Regina e resolvi tentar essa alternativa. Deve haver um anjo da guarda para os cães e ele estava de plantão naquele dia!

Começamos com sessões quinzenais e, já nas primeiras semanas observei alterações muito positivas na mobilidade geral do Byron: ele ficava mais relaxado, com melhor postura e menor claudicação, mais disposto a brincadeiras (ele acha que ainda é um filhote!). Notei também que, aos poucos, ele passou a apoiar-se novamente na pata esquerda dianteira e a utilizá-la com muito mais frequência.

Os resultados foram tão promissores que decidi submetê-lo a sessões semanais de massoterapia, para enorme alegria do Byron, que adora receber a “tia Themis” com um festival de lambidas e agrados. E eu também adoro essas visitas, pois vejo os benefícios que elas trazem para ele: melhor condição física, melhor coordenação, mais disposição e apetite, mais resistência aos achaques da idade. Sei que o Byron nunca mais irá disparar atrás de uma bolinha ou pular no sofá, mas essas são limitações naturais da idade que a massoterapia ou qualquer outro tratamento são incapazes de superar. Não há milagres, há trabalho sério, muita dedicação e um genuíno amor em cada toque que a Themis dispensa. Finalmente, estou tranquila, pois sinto que meu cão está vivendo uma velhice digna e feliz.

Inês C. Inácio, tutora e companheira de jornada de Byron Von Kempten

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