Assim como nós, os cães também possuem músculos. E são muitos: cerca de 700 músculos que, juntos, fazem os cães pular, correr, sentar, deitar, saltar, dentre inúmeros outros movimentos. Não é uma exclusividade nossa sentir dor após exercícios intensos ou excessivos, dar um mau jeito no pescoço ou sofrer com câimbras, dor nas costas, dificuldade de alongamento ou problemas articulares. Isso tudo também acontece com os cães – com a diferença de que nós somos capazes de verbalizar a nossa dor e pedir ajuda, ou até mesmo tomar um medicamento para aliviar momentaneamente o desconforto que estamos sentindo.

Gerenciamento da Dor

Os cães quase nunca nos mostram sinais claros e inequívocos de dor.

E os cães? O que um cão faz para nos dizer que está sofrendo, que está sentindo dor na pata ao caminhar, que está com o pescoço tenso por causa da coleira, que está com a musculatura rígida porque correu demais para pegar a bolinha, porque distendeu um músculo ao saltar no sofá ou simplesmente porque a velhice chegou?

A forma que eles têm de mostrar que estão sentindo dor por muitas vezes passa despercebida por nós. Podemos identificar algumas alterações no seu comportamento, tais como indisposição, dificuldade para caminhar, lambedura em determinadas partes do corpo e comportamento arredio, mas nem sempre estamos atentos o suficiente para associar esses sinais com dor. A verdade é que os cães quase nunca nos mostram sinais claros e inequívocos de dor. Quando isso acontece, podemos ter a certeza de que já estamos diante de um problema mais sério. Assim como o corpo de qualquer ser vivo, o corpo dos cães precisa estar em equilíbrio para que todas as partes do organismo funcionem em harmonia. Se um dos sistemas não funcionar em sua plenitude, outros órgãos do corpo serão afetados. Por exemplo, a dor muscular pode afetar os padrões de comportamento do cão, deixando-o mais arredio, agressivo e estressado. Por sua vez, o sistema digestivo pode ser afetado pelo estresse causado pela dor e, por fim, com um ou mais sistemas desequilibrados, o sistema neurológico do cão também pode sofrer consequências. O resultado é um conjunto de complicações que prejudica o equilíbrio físico e mental do cão.

Esse é apenas um exemplo de como a dor pode afetar nossos peludos.

Podemos observar que algumas terapias corporais anteriormente exclusivas aos seres humanos passaram a ser direcionadas também aos animais. Os cavalos de corrida foram os primeiros a se beneficiar. Jack Meagher, conhecido massagista da área de esportes dos Estados Unidos, aplicou a massagem nos cavalos com o propósito de proporcionar recuperação muscular após as corridas. Mais recentemente, os cães passaram a fazer parte desse grupo, recebendo seus próprios cuidados terapêuticos em forma de massagem – cuidados que vão muito além do estereótipo de que a massagem serve apenas para relaxar. A massoterapia trata o cão por inteiro: restaura o sistema musculoesquelético, beneficia o sistema neurológico com a redução da dor, tem impacto profundo no comportamento e ainda é capaz de promover uma relação mais próxima entre os cães e seus tutores.

A massoterapia existe há muito tempo com um propósito: ajudar seres humanos em sua busca por gerenciamento de dor e redução de estresse. E, da mesma forma que buscamos tratamentos terapêuticos alternativos para a saúde do nosso corpo, também podemos oferecer aos nossos amados companheiros caninos tratamentos que proporcionem o alívio da dor e uma melhor qualidade de vida, realizados por um profissional que está sempre atento a suas necessidades. Afinal, uma massagem não é algo que um massoterapeuta faz e um animal recebe, e sim uma conversa constante entre as mãos do massoterapeuta e o corpo do animal.

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